CCXI

20:21


Buddha - Pearl Whitecrow 


Verdades consideráveis
fluíram como rios
em minhas mãos.
Sentenças variáveis
escaparam de meu jardim
como corças adoráveis.
Mil e nove vezes
vi O Raio Cair
e Ascender.
Outras sete mil e cinco vezes
vi A Flecha Ser Lançada
e Ascender.
Nove e sete vezes,
Eu Fui O Raio,
Eu Fui A Flecha.
Deixei fluir,
me tornando caçador
de brilhantes.
Deixei fluir,
me tornando guerreiro
da pena.
Deixei fluir,
humildes brilhantes
nas pontas das penas.
A Reta Estrada
no grão de mostarda
devorei ao adquirir.
E Gautama Buda
me indicou
um muito belo jardim.
Jardim onde
meus pés descalços
ficam a tocar
O Grande Solo
Inenarrável.
Jardim onde
minhas mãos calosas
descansam ao tocarem
As Grandes Folhas
Da Árvore
Da Grande Roda.
Jardim onde
meus olhos
passam a repousar
no Infinito
Maior Firmamento
Moldado.
Jardim onde
nove vezes setenta
e duas vezes
me calo
colhendo as
Grandes Rosas
Da Eternidade.
Rosas que plantio
em minha
alma.
Rosas que cultivo
em meu 
coração.
Rosas que colho
em minha 
mente.
Rosas que colho
ao som
do Búdico
Sublime Cântico
Do Eterno
Alvorecer.
Me torno um
Jardineiro
abafando todo
meu Ter,
Ser
e Querer.
EU SOU
no Grande Jardim
onde o Grande
Gautama
Medita Eterno
No Grande Lótus
Da Unidade.

Inominavelmente,
INOMINÁVEL SER.





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