CXC

22:23




Há um som tocando
dentro de minha barca,
navego agora por um mar
sempre pouco navegado
desde a formação
dos Grandes
e dos Pequenos Lares.
Ouço o som nada parecido
com qualquer som
desta Terra,
desta Realidade,
desta Dimensão.
É um som sem identificação,
que faz coro com as ondas
do Grande Mar,
coro cada vez maior
quando à medida que
troco de veste
me aproximo cada vez mais
do Som Original.
Som sem origem,
Som sem fim,
um Som atado ao Infinito,
um Som amado pela Eternidade,
um Som que é meu amigo
e de vários outros barqueiros
em todas as Terras,
em todas as Realidades
e em todas as Dimensões.
Som preso aos meus passos.
Som preso aos meus atos.
Som preso aos meus fatos.
Som preso ao meu barco.
Som preso ao meu jardim.
Som em todos os passos.
Som em todos os atos.
Som em todos os fatos
Som em todos os barcos.
Som em todos os jardins.
Som solto nas Altíssimas Esferas.
Som rumo ao Altíssimo Inominável.


Inominavelmente,
INOMINÁVEL SER.

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