CLXII

12:00


Bramindo a espada,

A Espada Poética,

vou sentindo

e fazendo sentir

a suavidade

que falta

a este mundo

de falhas.

Caem as folhinhas

de certas plantinhas

de meu Jardim,

são para vocês,

jardineiros leitores,

jardineiros companheiros

deste Jardim.

Em cada uma,

um verso

cheio de paixão,

A Poética Paixão.

Em cada uma,

um verso

cheio de amor,

O Poético Amor.

Em cada uma,

um verso

cheio de razão,

A Poética Razão.

Em cada uma,

um verso

cheio de ação,

A Poética Ação.

Dê a quem

vocês quiserem,

jardineiros leitores,

os pedaços

das folhinhas

em vossas mãos.

Dêem a todos

que vocês puderem,

jardineiros leitores,

cada pedacinho

das folhinhas

em suas mãos.

Dêem,

para que possamos

realizar

uma caridade,

a caridade de

tocar,

poeticamente

tocar,

em nossa

irmã,

em nosso

irmão,

nesta Humanidade.

É um pedido

deste

Jardineiro Inominável,

um pedido

de todo o coração,

muito sincero,

deste poeta

sem pretensão alguma

de ser mais

do que um poeta.

Pedido do coração

que conserva este

Jardim.

Pedido do coração

que está neste

Jardim.

Pedido do coração

que poetiza neste

Jardim.

Distribuam

este coração,

este Jardim,

entre os que estão

em vossos corações,

em vosso Jardim.

E,

um pouquinho

que for,

poderemos mudar

algo neste mundo

que precisa muito

de um completo

trabalho de

amorosa

jardinagem.


Inominavelmente,

Inominável Ser.

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