CXLV

01:32

Carvalho,
Mística Sagrada Árvore,
bardos irmãos meus
cantam-lhe as glórias
nos tempos idos
junto aos Druidas
Mais Altos.
Cresce junto à
Fonte Da Eternidade
O Grande Carvalho
Das Idades.
Em Suas raízes
estamos,
Humanidade,
profundamente presentes
como heróis e vilões
na História
Da Existencialidade.
Aqui quem isto diz
é um bardo da
contemporaneidade,
triste,
pobre,
desiludido,
angustiado,
desesperado,
desesperançoso,
ateu,
satânico,
um jardineiro roto
de rotas palavras
e rotos versos...
Na Gália fui bardo
e cantei para
Laodicéia
os Hinos D'Amor
Da Fruta Prateada
diante dos rios dourados
pelo brilho do sol,
que então
meu amigo
ainda era!
E hoje?
Para qual Laodicéia
estou a cantar?
Para uma Laodicéia
que finge
me escutar...
Para uma Laodicéia
que finge
que existe...
Para uma Laodicéia
que foge
de mim...
Por isso,
venho para este
nobre Jardim,
humilde,
despretensioso,
distante das loucuras
do contemporâneo mundo
vicioso,
distante do desejo
da fama,
da riqueza
e do poder.
Este Jardim
é como a Gália
das épocas douradas,
uma simplicidade
em forma de versos
nascidos da naturalidade
da mais simples
poética maestria
dolorosa.
Também colho flores
chorando,
qual bardo contemporâneo
solitariamente tentando
ter algum
verdadeiro descanso...

Inominavelmente,
Inominável Ser.













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