CXLIV

23:41

Ouço uma estrela cantando...
Será Órion
cantando amoroso
toda a virtude
do Grande Sonho?
Vejo a mesma estrela bailando...
Será Afrodite
reinando amante
do saboroso frescor
do Cósmico Diamante?
A estrela...
A estrela...
A estrela...
Será um sonho
deste meu mundo
de inomináveis
sonhos?
A estrela...
A estrela...
A estrela...
Beleza,
Alta Beleza,
Vejo Órion envolvendo
Afrodite Eterníssima
nos braços,
O Enlace,
O Namoro,
O Beijo,
A União...
Das gotas da seiva
saindo de Órion
nascem novas
estrelas,
tecendo o rumo
de novas
constelações,
esclarecendo os mundos
de outros inomináveis
poéticos sonhadores
como eu...
As estrelas estão
mais claras,
os céus ficando
tão risonhos...
Não me sinto triste
agora...
Não me sinto sozinho
agora...
Brilha,
estrela...
Brilha,
estrela...
Brilha,
estrela...
Brilhem,
estrelas...
Brilhem,
estrelas...
Brilhem,
estrelas...
Que Afrodite
a mim se apresente
como Eterníssima Estrela
De Alta Beleza!
Não sou Órion,
sou horizonte humanizado,
poeta,
mui humano poeta,
ainda,
uma pequena formiga
diante de todas
as estrelas cantates
do Alto Amor
Da Consciência Universal
pelo Amor Cósmico
Que Une Todos
Os Céus
E Monumentos
Aos Céus!
Dante
e Beatriz
nos observam
da Estrela Maior
De Todas As Estrelas...
Sigamos os conhecimentos
até Eles...
Singremos,
como Órion,
como Afrodite,
até Eles...
Estrela...
Estrela...
Estrela...
Estrelas...
Estrelas...
Estrelas...
Eternas!
Eternas!
Eternas!

Inominavelmente,
Inominável Ser.








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