CLXXXIV

12:00

Centenas de aeons
passaram,
agitadas as barbas
do Antigo Ancião Cipriano
Dos Dias Claros,
A Doce Menina
Ana Clara Reluzente
sacode os cachos
mui dourados
diante da
Fonte De Poder
Amável
na qual nada
em infinito esplendor
de gozos máximos
e eternas alegrias
formisáveis!
Menina que
alegre
banha-se!
Ancião que é
alegremente
banhado!
A Menina Ana grita:
"O Amor Molhando-Me,
O Amor-Água,
A Maior Das Banhantes
Dádivas!"
O Ancião Cipriano responde:
"Agita-te, Filha,
Molha-te N'Água
Que O Nosso
Bondoso Maior Pai
Concedeu Aos Que
Ingressam Sublimes
Nas Ondas Do
Grande Mar."
E eu ouço
as batidas dos braços
da Menina Ana
nas águas da Fonte,
algumas gotas caem
em meu rosto
cheio da areia
do deserto das coisas
que não permanecem
e não vigoram como sempre
presentes aos
Verdadeiros Olhos...
A venerável barba,
alva barba sagrada,
do Ancião Cipriano,
vejo molhada por outras
sagradas gotas
daquela Fonte,
cujos peixes saudam
A Menina Ana
com beijos na face
Desta...
Não sonho,
não durmo,
estou viajando,
estou em uma
longa viagem
aos Campos de Lá
que ficam próximos
aos Nados Daquele
Eternamente Em Tudo...
Viagem,
Ó,
Grande Alta Viagem,
Grande Imortal Memória
esta minha,
lembro-me de nadar
junto com A Menina Ana
naquela Fonte
e de pedir a benção
ao Ancião Cipriano
às margens
da Mesma...
E eu Via
Aquele
A Nadar
e eu nadava no fundo
do Inefável Mar
Dele...

Inominavelmente,
Inominável Ser.






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