CLXXVIII

00:37

Uma vez eu vi
um velho
e uma criança
perto de um rio
que corria longe
de todas
as cidades.
Eu vinha
de um caminho
de ruínas
de muitas raízes
plantadas nas
mais falsas cidades
e nem sorria mais
porque em uma calçada
perdi os lábios
que sorriam
para as meninas bonitas
que por ela
passeavam.
Perto do velho
e da criança,
eu tentei sorrir,
mas não consegui...
Perto do velho
e da criança,
eu tentei me alegrar,
mas não consegui...
Perto do velho
e da criança,
eu me irritei,
eles não me faziam
sorrir,
eles não me faziam
alegrar!
Mas,
eles estavam
alegres!
Mas,
eles estavam
rindo!
Por que eu
não conseguia
me alegrar?
Por que eu
não conseguia
sorror?
Me deitei ao lado deles,
aproximei meu rosto
do espelho d'agua
do rio perto
de nós...
Refletiu-se
o rosto do velho
em meu
envelhecido
rosto...
Refletiu-se
o rosto do velho
em meu
rejuvenescido
rosto...
E,
enfim,
compreendi porque
eu não conseguia
me alegrar,
compreendi porque
eu não conseguia
sorrit...
E,
ao fim,
despertei,
já estava na hora
de ir trabalhar.

Inominavelmente,
Inominável Ser.









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