CII

23:25

Sobrevoando meu alvorecer,
Chegando ao término do meu anoitecer,
Recolho com pequeno tecer
Do meu aprender a melhor sofrer
Um tesouro melhor
Para saber cair um pouco melhor.
Neste instante estou caído
E o meu olhar deserticamente
É tão tenebroso triste olhar
Que afugentaria abutres,
Os Abutres Que Nos São Predadores
E Que Estão Ocultos No Ar.
Meu fígado está sendo atacado
Por Abutres inimigos malditos,
Meu ser inominável está todo corrompido,
Meu nome de ser um homem,
Um terço perdido de homem,
Um berço perdido de homem,
Já está ridículo aos lábios
Daqueles Estranhos Lares
Que São Os Vales Dos Lares
De Homens Incapazes.
Ser ridículo,
Eu ser ridículo inominável,
Busco as minhas forças
Em minhas buscas de
Quem Eu Sou Além Do Que
Eu Aqui Ainda Não Sou.
Meu Outro Eu
Que É O Que Eu Não Sou
É o infinito termo
De minha busca.
Quanto busquei em Eus
Que não são meus!
Quanto me perdi em sonhos
Que não são as Realidades
Do Meu Outro Eu
Que É O Meu Verdadeiro Eu!
Inominavelmente,
Vou me encontrar mais...
Inominavelmente,
Vou deixar de tentar encontrar
Aquilo que me torna incapaz
De eu verdadeiramente me encontrar...


Inominavelmente,

Inominável Ser.





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