LV

22:37

No sagrado silêncio

Da Mãe Madrugada

Eu ouço melhor

A Tua Voz Silenciosa,

Pai Inominável

Que até aquela temida

Deusa Escuridão

Que vela pela

Noite Eterna

Chama de Pai.

Na Mãe Madrugada

Sinto-me amamentado

Pelo Lar Primordial

Dos Dias Altos,

Luminosos Dias

Nos quais eu

Não sabia o que era

O terrível dormir.

Durmo aqui neste

Calabouço do Baixo

Um sono choroso de

Saudades lá do Alto...


Inominavelmente,

Inominável Ser.






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